- Para
optimizar um isolamento térmico, este deve cobrir o edifício pelo exterior em
envolvimento contínuo.
- Para evitar pontes térmicas ou
descontinuidades, um isolamento pelo exterior deve recobrir a envolvente em
contínuo, como se fosse uma pele. Deve, ainda, neutralizar a transmissão directa
e imediata das variações de temperatura, bem como os efeitos das intempéries.
- O revestimento final exterior deve repelir a chuva batida sem inibir a
vapo-transpiração desde o interior e deve obstar à fissuração. Por maiores que
sejam as variações térmicas, deve aderir por completo à camada isolante e
acompanhar os movimentos do edifício.
- O mercado propõe sistemas de
isolamento térmico e hidrófugo que - sendo já normas europeias - cumprem todas
as exigências anteriormente enumeradas e protegem o exterior de uma estrutura
edificada enquanto a revestem à medida e integralmente.
- Tais sistemas de
isolamento constituem uma alternativa aos sistemas correntes de isolamento
térmico descontínuo, aplicados em caixa-de-ar entre dois panos de alvenaria.
- Como uma envolvente singela é mais leve do que uma dupla, o peso de todo o
edifício é diminuído (em cerca de 3%), com vantagem para as fundações (sobretudo
em terrenos frágeis). Da diminuição do peso da construção e do aligeiramento de
suas fundações resulta uma redução de custos, além do ganho em espaço coberto
(que este isolamento ocupa só no exterior).
- Enquanto a espessura
necessária para uma parede é determinada pela estática, a espessura da camada de
isolamento é determinada pelo grau de Resistência térmica (o “R” procurado),
tendo sido considerado como conforto mínimo suficiente em Portugal um R de 1,10
m2K/W até ao IIº RCCTE que desde 2005 exige um R mínimo de 1,60 m2K/W.
-
Consequentemente, quando sobre uma envolvente singela (em alvenaria, betão ou
noutros materiais) um isolamento térmico integral é aplicado pelo exterior e em
sistema contínuo, o edifício beneficia do efeito de armazenamento térmico (que
corrige o clima exterior) e da durabilidade prolongada das suas envolventes, as
quais - cumprindo idênticas exigências estáticas - são singelas, mais delgadas e
dispensam tanto paredes duplas como impermeabilizações suplementares. Daqui
resulta uma economia de materiais e mão-de-obra e, durante a vida do edifício,
uma importante redução nos custos da sua manutenção.
O Sistema faz com que as condensações ocorram no exterior, fenómeno que potencia a ocorrência de fungos e algas sobre as superfícies expostas. É fácil proceder à sua limpeza com água à pressão ou com escova e detergente. Só muito espaçadamente será necessário aplicar nova pintura (a tinta de água) depois das lavagens efectuadas.