Água residual no Sistema DRYVIT®

 

Na fase inicial de fabrico, durante a chamada pré-expansão, as pequenas esferas de poliestireno expansível são submetidas ao aquecimento com vapor de água em atmosfera aberta e aumentam drasticamente de volume. Este fenómeno processa-se devido à presença de um gás, o pentano, no interior da esfera de matéria-prima. O vapor de água tem dois efeitos: por um lado leva o poliestireno, um material termoplástico, a um estado próximo da fusão, o que o torna maleável; pelo outro, dilata o gás pentano existente no interior da esfera. O aumento da pressão do gás sobre a estrutura interna da esfera, entretanto amolecida, provoca a sua dilatação (entre 40 e 50 vezes do seu volume original) a qual, dentro de certos limites, será tão grande quanto o tempo de aplicação do vapor de água.

As esferas retêm, nesta fase, valores residuais da água resultante da condensação.

Na fase seguinte, as esferas - às quais entretanto passamos a chamar pérolas - são colocadas num molde (no nosso caso um paralelepípedo com 4.000 x 1.000 x 500 mm) completamente fechado para serem submetidas a nova actuação de vapor de água. Como, desta vez, o sistema é fechado, ao tentarem expandir (pelo mesmo processo) as pérolas embatem umas nas outras. Aos efeitos, atrás descritos, junta-se aqui um terceiro devido ao calor do vapor de água, que ’solda’ as faces das pérolas ao embaterem umas nas outras em estado de semi-fusão.

Por este processo obtemos uma peça ‘sólida’ de espuma rígida, na qual as pérolas são ainda identificáveis mas já sob forma poliédrica, agregadas de uma maneira quase contínua.

É nos interstícios das esferas que se pode acumular vapor o qual, com o arrefecimento que se verifica após o bloco sair do molde, se transforma numa pequena porção de água residual. Em condições normais essa água leva duas ou três semanas a evaporar, porém, em condições de grande humidade, pode demorar mais tempo sendo aceitáveis teores de 3% de água nas aplicações para isolamento térmico.

Em alturas de forte humidade ou, mais ainda, quando o poliestireno expandido fica exposto à chuva, pode remanescer água incorporada nos interstícios. Pela natureza capilar dos mesmos, a incorporação fez-se muito lentamente e em pequena quantidade, mas, pela mesma razão, também a saída da água se processa lentamente. O Sistema Dryvit® composto permite que o equilíbrio de vapor entre as suas faces se restabeleça e garante que após a aplicação integral do sistema multifacetado, qualquer humidade residual no Esferovite acabará por evaporar.

 

 













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